segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

QUINTA DO VALDOEIRO - BAIRRADA -

QUINTA DO VALDOEIRO
REGIÃO: BAIRRADA

Mais uma viagem vinícola que fazemos por terras lusitanas, ao encontro de uma quinta numa região que tem vindo a reconquistar os enófilos.
A região da Bairrada é conhecida por ter vinhos difíceis de agradar aos enófilos pois são vinhos que eram elaborados para serem bebidos não jovens, mas com alguma idade, particularmente os vinhos da casta BAGA.

A Quinta do Valdoeiro, foi adquirida pelas Caves Messias, nos anos 40. A partir dessa data foi crecendo estando neste momento com 130 hectares de vinha.
Os solos da Quinta do Valdoeiro, são de baixa fertilidade, pobres, constituídos por uma primeira camada franco-arenosa e uma outra mais profunda, de consistência argilosa, compacta, onde as raízes das videiras penetram com dificuldade em busca dos nutrientes essenciais à nutrição da planta.
A ligeira ondulação do relevo, as encostas soalheiras voltadas a sul e a nascente e a implantação das castas, separadas por talhões, tendo em conta a melhor exposição para as castas tintas, são também factores que contribuem para a qualidade das uvas aí produzidas.
A vinha é uma cultura que gosta das adversidades que a terra oferece e neste caso faz com que o resultado final seja no sentido de criar bons vinhos para o mercado.

As castas existentes são ARINTO, BICAL, CERCIAL, CASTELÃO, BAGA, CHARDONNAY, TOURIGA NACIONAL E SIRAH, bem como a casta mais internacional a CABERNET SAUVIGNON, dão um cunho próprio a estes vinho e cruzam-se muito bem com o difícil TERROIR da região..

Os vinhos desta região encontram-se mais visíveis ao consumidor, devido ao cuidado e a um melhor conhecimento por parte dos enólogos da quinta do Valdoeiro, que conseguem juntar a sua sabedoria e tecnologia para retirar o que de melhor a região oferece.
Provem se for possível o espumante baga&chardonnay ou o vinho branco chardonnay.
Nos tintos porque não experimentar um bom tinto a partir da casta touriga nacional ou até mesmo saborear um bom vinho da casta baga, para sentir toda a sua vivacidade e complexidade fornecida pelos taninos.

QUINTA DA ALORNA - RIBATEJO -

Nome Alorna veio do título que D. Pedro Miguel de Almeida Portugal ganhou na Índia, na luta que travou com o rajá de Bounsuló, que invadira os territórios debaixo da soberania portuguesa e atacava no mar os nossos barcos.
D. Pedro, como vice-rei da Índia cumpriu-lhe castigar a insolência do rajá, pelo que investiu numa das praças mais fortes daquele potentado – Alorna que conquistou;
Regressado a Portugal, mudou o nome da propriedade para Quinta da Alorna. Julga-se ter sido D. Pedro de Almeida quem mandou construir o magnífico palacete existente na propriedade, na qual institui ermida e a dotou por escritura em 1735. O Palacete tem na sua fachada principal, voltada ao Tejo, o brasão dos Almeida.
A nível agricultura a Quinta da Alorna tem uma variedade de culturas num vasto campo, banhado pelo Tejo, muitos deles, sendo outra parte mais para o interior. As culturas além da vinho , vão desde a batata, melão, milho.
As vinhas foram plantadas no século passado, tendo uma grande superfície onde imperam variadas castas, desde Fernão Pires, Arinto, Chardonnay, Trincadeira, Castelão, Cabernet Sauvignon, entre outras.
Os vinhos desta quinta são uma das bandeiras de qualidade do Ribatejo, região, antigamente conhecida por vinhos a granel em quantidade, não sendo a qualidade parâmetro a ter em conta.
A Quinta da Alorna tem vinhos de diferentes preços com uma qualidade acima da média. O enólogo responsável, Nuno Cancella de Abreu procura com a sua experiência e mestria elaborar vinhos a partir de castas portuguesas.
Os vinhos brancios são frescos, aromáticos, estruturados, bem agradáveis para serem consumidos sozinhos ou a acompanhar pratos de peixe, carne brancas. De salientar o vinho branco da casta “chardonnay”, um dos vinhos mais procurados pelos enófilos, pois apresenta sepre uma grande estrutura, complexos, aromáticos e frutados. Vinho que pode acompanhar pratos de carne com alguma estrutura, condimentados, desde peixe no forno ou carnes guisadas.
Nos vinhos tintos a gama estende-se a uma maior variedade, onde imperam os Reservas, com um olhar em especial para muitos vinhos Varietais ou Monocastas, desde o “cabernet sauvignon, trincadeira, castelão.
Nestes vinhos tintos podemos encontrar aromas a fruta madura, com sabores intensos, estruturados, com adstringência bem presente. Pratos de carne branca, carnes condimentadas são boas sugestões para acompanhar.
Não deixe de procurar os vinhos brancos da casta “Arinto”, “Chardonnay” e os tintos Reserva, “cabernet Sauvignon”.

COMBINAR VINHOS E QUEIJOS....UMA OUTRA ABORDAGEM...

COMBINAR VINHOS COM QUEIJO…

O queijo tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos na mesa dos portugueses. Depois do prato principal sabe bem degustar um queijo. Normalmente acompanha-se o queijo com vinho tinto, visto que, se estamos a beber vinho tinto, continuamos a bebe-lo com o queijo.
Mas vinho tinto com queijo é uma combinação difícil. O contraste da proteína existente no queijo, os sabores lácticos do mesmo, não combina bem com os taninos e adstringência do vinho tinto. É uma combinação pouco conseguida.

Para combinar queijos e vinhos, porque não acompanha-los com vinho branco, vinho do Porto e Moscatel de Setúbal?

Para queijos de ovelha ou cabra de pasta mole, não muito fortes, untuosos, podemos combinar com vinhos brancos jovens, frescos e acídulos. A marcada acidez é a característica mais destacada destes vinhos. Tanto no nariz como na boca deixam uma sensação fresca, frutada e relativamente ligeira.
Ao combinar este tipo de vinho com queijos deve-se ter atenção, em primeiro lugar, à acidez, que não deverá ser muito acentuada, para que o queijo não perca as suas cacterísticas. Além disso, estes vinhos não cansam as papilas gustativas.

Para queijos de cabra fortes, semi-curados e curados porque não combina-los com vinho do Porto tawnies?
Estes tipos de vinho apresentam aromas a frutos secos, com toque melado, macio. A sua estrutura é complexa, aguentando por isso queijos fortes, tipo queijos curados do Alentejo, os de Nisa, e pode ainda contrastar com alguns queijos de pasta mole da Serra da Estrela.
O moscatel, outro vinho generoso, é excelente para combinar com quase todos os queijos. Apresenta um toque melado intenso, frutos tropicais e acima de tudo frescura que vai suavizar bem com a complexidade dos queijos.

Não esquecer que a temperatura dos vinhos tem muita influência na harmonização do conjunto.
Sirva o vinho do Porto a 14ºC e o Moscatel a 12ºC.
O vinho branco não o sirva exageradamente frio.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

QUINTA DA LAGOALVA - NO CORAÇÃO DO RIBATEJO

QUINTA DA LAGOALVA

Situada nas terras ribatejanas, a quinta da Lagoalva é uma das mais carismáticas da região.
As vinhas assentam em pressupostos de ordem agrícola vindos da Austrália, com modernos processos nos sistemas de condução, tal como a adega, que conjuga uma vinificação de grande mutabilidade de escolhas enológicas, fundamentadas entre o modelo do “Novo Mundo” e as regras tradicionais da Europa.
Os vinhos da Quinta da Lagoalva, são resultado de uma nova abordagem ao vinho com técnicas novas e avançadas, na procura de fazer sempre os melhores vinhos possíveis na quinta , tendo como parâmetros o preço/qualidade.
Muito desta nova abordagem é dada pelo enólogo residente, Diogo Campilho, jovem com alguma experiência nas longínquas vinhas do novo mundo, trazendo por isso, novos conhecimentos e colocando-os à disposição do experiente enólogo, Rui Reguinga.
As castas utilizadas são as tradicionais da região, castelão, touriga nacional, arinto, Fernão pires, alfrocheiro e alguma estrangeiras, tannat, cabernet suavignon, chardonnay e sirah.
De salientar que a quinta da lagoalva foi a primeira a plantar a casta francesa “SIRAH” em Portugal, nos anos 80. Actualmente os vinhos feitos a partir desta casta são apenas colocados no mercado em anos de grande qualidade.
Os vinhos da Lagoalva, são resultado de uma filosofia impar dos produtores, Manuel e Miguel Campilho, das características marcantes das castas e de uma vincada personalidade resultante do seu microclima e “TERROIR”.
Alem dos vinhos tem tradição nos cavalos, onde se destaca a coudelaria com base em cavalos lusitanos.
Não deixe de degustar os vinhos desta quinta :
QUINTA DA LAGOALVA RESERVA 2003, ALFROCHEIRO 2005, QUINTA DA LAGOALVA BRANCO , TALHÃO 1, ROSÉ e naturalmente o SIRAH e um novo vinho TINTA RORIZ & TOURIGA NACIONAL.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

GLOSSÁRIO DE VINHOS

GLOSSÁRIO DE VINHOS

Acidulo
Vinho que apresenta grande acidez ao nível do sabor

Adstringência
Sensação de aspereza e de encortiçamento sensível nos tecidos da boca ao contacto com alguns vinhos (sensaçõ de como comer uma banana verde)

Agressivo
Diz-se do vinho novo ou velho demasiado duro (acidulo e tânico)

Aroma
Odor encontrado num vinho . detecta-se no nariz e na boca

Aromas Primários
Aromas que advêm do próprio tipo de casta

Aromas secundários
Aromas que se formam durante e depois da fermentação

Aromas terciários
Aromas que se desenvolvem na garrafa devido à grande qualidade dos vinhos que têm estes aromas

Aveludado
Um vinho que, na boca, apresenta suavidade e uma estrutura agradável

Bouquet
Odores e sabores que caracterizam e dão vida ao vinho

Casta
Tipo de uva exe: arinto , cabernet sauvignon

Complexo
Com variados aromas; rico em aromas

Corpo
Característica de um vinho dada pela sua graduação alcoólica e pelo seu extracto seco. Quanto mais corpo existir no vinho, menos aguado será.

Decantar
Processo pelo qual se transfega o vinho da garrafa para o decanter devido à presença de deposito na garrafa ou quando o vinho se encontra demasiado fechado.

Duro
Vinho com taninos muito presentes

Encorpado
Vinho com corpo considerável

Enófilo
Apreciador de vinho, amante de vinhos

Equilibrado
Quando a acidez, doçura, taninos e álcool se harmonizam, formando um conjunto equilibrado
Todos estes elementos se encontram em sintonia e nenhum se destaca.

Escanção
Pessoa responsável pelos vinhos num restaurante ou garrafeira. Tem a função de aconselhar os vinhos, bem como encontrar o “casamento” perfeito entre iguarias e vinhos, servindo o vinho de acordo com os pergaminhos; deve provar sempre o vinho antes que este vá para a mesa e servi-lo à temperatura ambiente

Evoluído
Com aromas nobres ; aromas terciários

Fermentação Alcoólica
Transformação do açúcar das uvas em álcool, por acção de várias leveduras e acompanhada de libertação de anidrido carbónico (gás)

Fim de Boca
Sensação do vinho deixada na boca depois de engolido

Fresco
Vinho harmoniosamente acidulo

Frutado
Coma aromas a fruta
Fruta vermelha e silvestre mais presente nos tintos
Fruta citrina e tropical presente nos brancos

Glicerina
Liquido que escorre das paredes do copo – glicerol-

Lágrima
Depois de girar o vinho no copo, são os fios de liquido que escorregam pelo vidro

Leve
Vinho que tem pouco corpo e álcool

Macio
Taninos suaves

Vinho à temperatura ambiente? Será que está certo?Vamos acabar com este MITO

*Dica: ao colocar os vinhos tintos a 16ºC/18ºC podemos percepcionar aromas , que a uma temperatura mais elevada não existiam.
Quanto mais baixa a temperatura mais agradável vão ser os aromas e mais fácil de percepciona-los. O termo temperatura ambiente encontra-se um pouco fora do contexto visto que a nossa temp. Nas nossas casa rondam os 22/24ºC. Se o colocarmos a esta temperatura no vinho só vai ser visível o álcool e aromas deveras pesados e pouco entusiastas.
O termo “ beber o vinho tinto à temperatura ambiente”, diz respeito a uns anos atrás onde a nas casas não havia alcatifas, ar condicionado, apenas uma lareira. O vinho que se encontrava na adega ou na garrafeira estava a 12/13ºC e por isso colocava-se o vinho à lareira um pouco para que a temp. Pôde-se chegar até aos 18ºC .

Desperte os Sentidos...

Cada vez mais o vinho em Portugal toma lugar de destaque quer na nossa casa, quando recebemos amigos ou quando vamos ao restaurante.
Devido a esta redescoberta por parte dos portugueses deixamos algumas dicas para que possa provar os vinhos de uma maneira que achamos correcta e divertida.
Convide uns amigos e ofereça algo de diferente...

DESPERTE OS SENTIDOS, DESCONTRAIA-SE E DIVIRTA-SE
VAI COMEÇAR A PROVA:

Em primeiro lugar deve adquirir os vinhos nas lojas da especialidade onde o aconselhamento é mais pessoal.
Para começar tente procurar vinhos de anos recentes, pois estes têm aromas mais explícitos e são mais fáceis.
Utilize copos apropriados, em forma de tulipa. Porque não comprar na garrafeira alguns copos ?
A realização da prova deve ser feita num espaço com boa luz, silencioso isento de cheiros e fumos.
Tape o rotulo da garrafa par que ninguém seja influenciado pela marca
Coloque pouca quantidade de vinho nos copos.
Tome atenção ás temperaturas de serviço dos vinhos:

8º/10ºC – vinhos espumantes
10º/ 12ºC – vinhos brancos
12º/14ºC – vinhos rosés
14º/16ºC – vinhos tintos jovens
16º/ 18ºC – vinhos tintos
Em relação aos vinhos tintos basta coloca-los na porta do frigorifico 2 horas antes para que fica à temperatura desejada ( poderá sempre arranjar um termómetro de vinho para confirmar a temperatura)*
Saiba pegar no copo: não pegue pela “barriga” do copo, pois está a aquece-lo. Pegue pelo pé do copo
Quando tiver o vinho no copo , não agite, tente identificar so aromas; de seguida agite o copo para que se possa libertar a intensidade aromática do vinho;
Utilize folhas de prova com elementos de avaliação: aspecto, cor aroma, sabor
Faça as provas em grupo pois provar vinho com os amigos é agradável e acima de tudo um divertimento!!

domingo, 14 de janeiro de 2007

FRASES DOS POETAS

Quando provares, não olhes para a garrafa, nem para o rotulo, nem observes aquilo que te rodeia, mas mergulha em ti mesmo para ai poderes ver nascer as tuas sensações e formarem-se as tuas impressões. Fecha os olhos e olha com o teu nariz, com a tua língua e com o teu palato –PIERRE POUPON

FRASES SOBRE O NECTAR DOS POETAS

“O vinho é o actor principal num palco de alegria, que impulsiona para novas amizades e
experiências toda uma plateia ávida de grandes prazeres”
Rodolfo Tristão

DANDO A CONHECER NOVOS PRODUTORES

Iniciamos com um produtor do Alentejo, FRANCISCO NUNES GARCIA.

Engenheiro agrónomo de profissão, ligados ás lides do campo, professor na escola superior agrária de Beja, iniciou o seu projecto vinícola quando plantou a sua vinha em 1997, com 25 hectares. A vinha situa-se junto à barragem do Alqueva, nas antigas margens do rio Guadiana, composta por uma diversidade de castas típicas alentejanas, entre as quais, Castelão, Trincadeira, Aragonês, Alfrocheiro, Alicante bouschet, Cabernet Sauvignon etc, onde o solo é composto por calhau rolado e xisto.
Até 2002 os vinhos foram feitos fora da actual adega, pois até então ainda estava em reestruturação. A adega actual é uma antiga fabrica de ração, em Moura, que foi adaptada para adega de vinhos.
Os vinhos da empresa Francisco Nunes Garcia são elaborados pelo engenheiro João Melícias, com o apoio de Jorge Páscoa e do filho do dono da empresa, Francisco Garcia.
As primeiras colheitas foram em 1999, com o Reserva 99, e as monocastas Alicante-bouschet e Aragonês.
Estes vinhos mostraram um novo conceito no Alentejo, encorpados, aromas envolventes, taninos estruturados, com possibilidade de envelhecimento.
Nos anos seguintes, denotou-se uma evolução ao nível do reserva, nascendo também o vinho Doc em 2001, Convento da Tomina. Este vinho tem vindo a evoluir, tendo como bilhete de identidade uma frescura ao nível do aroma intensa, aromático, harmonioso, sendo na boca, guloso, fresco, frutado e final entusiasta.
Entretanto, nasceu um outro vinho, que foi e será feito em anos de excepcional colheita, ANTÓNIO MARIA Reserva 2002, elaborado das castas Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon. Este vinho foi uma homenagem ao irmão de Francisco Garcia.
Neste momento no mercado encontram-se Francisco Nunes Garcia 2001, Convento da Tomina 2005 e António Maria Reserva 2002.
CONHECENDO A ESSÊNCIA EM QUE O POETA SE INSPIRA...A UVA...
Casta : tipo de uva de que se elabora os vinhos
Castas da mês:
TRINCADEIRA: é conhecida no Douro por Tinta Amarela, tendo outras sinonímias, Vinhão, Preto Martinho; elabora vinhos tintos;
O nome de tinta amarela deve-se á coloração das folhas deste tipo de casta; apresenta bagos pequenos, concentrados e apesar de ter um nome que transmite alguma estrutura ao nível do bago, apresenta sensibilidade ao nível do bago, pois é muito fraca e sensível ao clima, sendo também uma casta de vindima tardia.
Tendo as condições adequadas dá origem a vinhos muito bons, com boa acidez, fruta bem presente, sabor intenso, frutado, denotando-se o acidulo e os taninos da própria uva.

sábado, 13 de janeiro de 2007

Á descoberta do Vinho

inicio o meu blog, na esperança de poder dar a conhecer a todos os que gostam de vinho,diferentes vinhos com apreciações e algumas dicas que fui aprendendo ao longo da minha curta carreira nos vinhos, guiada pelo mestre Engº Mário Louro